Higiene íntima após o sexo é importante para homens e mulheres

O sexo continua sendo um tema repleto de tabus e temores. E isso tem impactos diretos sobre a saúde de homens e mulheres. Um desses tabus se refere à higiene íntima após o sexo, que é fundamental para qualquer pessoa, independentemente do gênero.

Para muita gente ainda pode parecer estranha a ideia de que, após uma transa, alguém (ou ambos) levante para tomar banho, por exemplo. Mas, na verdade, esse pequeno hábito tem um impacto profundo na saúde do organismo como um todo.

Por isso, se você deseja melhorar os cuidados pessoais com o seu corpo e saúde, confira por que essa higiene íntima após um contato sexual com uma pessoa requer atenção e cuidado.

Urinar

Manter a higiene íntima antes e depois de uma relação sexual colabora com a saúde da região íntima e evita a proliferação de microrganismos capazes de transmitir doenças (como alguns tipos de fungos e bactérias).

Logo após o contato íntimo é fundamental realizar algumas medidas de higiene, como urinar para evitar o surgimento de infecções nessa área. Em seguida, deve-se lavar a região íntima com bastante água corrente e apenas um pouco de sabonete íntimo. Por fim, troque a calcinha e, se for o caso, o protetor diário.

Uma pesquisa publicada no The Journal of Family Practice aponta que mulheres saudáveis que urinam 15 minutos após a relação sexual podem ter menor probabilidade de desenvolver uma infecção urinária em comparação àquelas que não mantêm esse hábito.

Para as mulheres que usarem lubrificantes, é recomendado evitar aqueles feitos à base de óleo ou de silicone, pois não saem facilmente com água, o que prejudica a flora vaginal e facilita a proliferação de microrganismos causadores de doenças.

No caso dos homens, é recomendado lavar o pênis com água morna durante o banho após a transa, principalmente a região do prepúcio, para evitar o acúmulo de esmegma, que, em excesso, pode começar a cheirar mal e se tornar propício para a reprodução de bactérias. Quando isso ocorre, a glande apresenta vermelhidão e inchaço, quadro clínico conhecido como balanite.

Sabonete

Na hora de escolher o sabonete para lavar a região íntima, é recomendado utilizá-lo com moderação, pois seu abuso pode provocar irritações na pele. O ideal é que apenas a água morna seja em excesso.

Dê preferência aos sabonetes neutros ou com cheiro bastante suave. Além disso, verifique na embalagem se há alguma matéria-prima que pode causar alergia ou irritação. Se houver, busque outro sem esse ingrediente. Também não é recomendado lavar as partes mais profundas da região íntima com sabonete, como os lábios internos da vagina, para não desequilibrar a flora da região.

É importante lembrar que a região genital é repleta de microrganismos que estão ali para proteger a região. Nem todo fungo ou bactéria é sinônimo de doença. No caso da vagina, existem secreções naturais (corrimento vaginal) para mantê-la limpa e saudável, não sendo preciso lenços vaginais ou duchas.

Alguns sinais que indicam que pode haver um excesso de bactérias prejudiciais são: ardor na região, dificuldade para urinar, corrimento com cor alterada e com cheiro diferente do habitual. Um último aspecto que merece atenção é a escolha da sua roupa íntima, que tem grande impacto na sua saúde. Além de utilizar peças limpas e frescas, dê preferência para as peças feitas de algodão.

Especialmente no verão, evite aquelas feitas de materiais sintéticos, já que eles retêm ainda mais calor e contribuem para a proliferação de bactérias indesejadas, o que impacta diretamente a saúde e as relações sexuais.

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